30.6.08
6.3.08
Citius
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4.2.08
tesouro escondido-MillenniumBCP-estudo de caso III
Esta foi a pior lição que demos no que toca à menoridade da democracia, no quadro do sistema financeiro e do sistema de mercado aberto e livre da União Europeia. No fim de contas, quem foi o "maior bandido"? Foi o que se apoderou de dinheiro do banco onde era Presidente-accionista-fundador para apoiar a família ou quem se aproveita do poder e da situação política para se apoderar do banco para patrocinar o poderio económico do estado? Foi "maior bandido" o poder financeiro que se aproveitou das lacunas do sistema financeiro para favorecer detrminados interesses privados e subverter o mercado financeiro português ou aquele poder político e económico que subvencionou o assalto partidário ao poder do maior banco privado português Millennium BCP? É ainda hilariante a postura do Sr. Ministro das Finanças, em nítido gozo no Parlamento, desculpabilizando a falta de ética dos seus assalariados da CGD, "em Portugal não há escravatura, há liberdade no mercado de trabalho"...Pois é Sr. Ministro, o Sr. é daqueles que patriocina a ida dos seus colegas ou quem sabe até a sua ida para uma empresa privada quando sair do Governo, não é? Pois, assim é muito provável que o Sr. Bastonário da Ordem dos Advogados até se insurja mais tarde, mas nem se importarão de lhes indicar qual a melhor para não ferir susceptibilidades de ninguém...o Millennium BCP? Um banco da concorrência que se tenha socorrido de uma pracinha off shore, que tal o BPN? Porém, não há que ter dúvidas e o cidadão português agora dorme mais descansadinho, pois o seu dinheirinho está em boas mãos; finalmente, terá o melhor serviço bancário (do estado) português e do mundo! Não é assim, Senhor Comendador Joe Berardo? Agora já não precisa de ir pedir um empréstimo à Caixa Geral de Depósitos para comprar acções do Millennium BCP, pois é este que lho empresta em conta-corrente. Hello! Hello!
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chamadinhas - MillenniumBCP - estudo de caso II
Até aqui a tratar entre líderes do sistema financeiro privado, líder de audiências nos telejornais e imprensa portuguesa, as pequeninas formiguinhas do aparelho socialista trabalhavam diligentemente para aproveitar a ocasião, sendo principal objectivo dominar e amortizar o impacto do maior banco privado portugês sobre o maior banco estatal português, a Caixa Geral de Depósitos.Aparentemente, assim o fizeram crer à turba adormecida: são os vigilantes atentos do sistema, os coitadinhos enganados por lhes esconderem informação e por ficarem com a batata quente na mão. Dois aspectos são reveladores da incúria desabrida dos governantes e autoridades reguladoras: o primeiro é a falta de prudência, consequentemente da actuação em conformidade; o segundo é o da ingerência.
Quanto ao primeiro, estando atentos ao mundo, em particular ao mundo financeiro e com o que aconteceu recentemente com a queda de um dos mais sólidos bancos ingleses às mãos de um seu colaborador mais ousado (agora reforçado com o caso da Societé Generale de França), sabe-se perfeitamente que existem fugas aos sistemas de controlo financeiros, bem como os prevaricadores andam de levezinho, sem criar tensão, sobre as teias criadas para os apanhar e por outro lado, enquanto se ganha tudo anda sobre rodas, pois é especialmente acarinhado um certo risco que dê sobre-mais-valias. Porquanto, esta é outra das conclusões, suas excelências aqui andaram todos a dormir na formatura, pois se havia indícios de irregularidades denunciadas, em causa está a credibilidade do sistema financeiro, teriam toda a legitimidade para se instalarem de armas e bagagens no dito banco Millennium BCP com quantos profissionais fosse preciso, por forma a dar clara nota de vigilância activa e observação-actuação in loco, mesmo coerciva (esta é uma das maiores falhas do inocentismo português: a inoperância gera a desresponsabilização!). No meio disto, há outro factor que nos faz perguntar, qual criança apanhada em flagrante com a boca cheia de chocolate e marcas denunciadoras de apetite e sofreguidão, se acaso o banco Millennium BCP é o único que usa contas off shore? Acaso é o único que usa contas em praças off shore para esconder operações menos claras ou fugir aos impostos? O Millennium BCP foi o único banco português que usou contas em praças off shore para financiar a auto-compra de acções, para o auto financiamento ou para o alto patrocínio de contas de familiares? A Caixa Geral de Depósitos ou suas participadas directas não usam contas off shore nas suas operações? O sistema bancário e financeiro português é impoluto neste aspecto ou é mais uma criança divertida que brinca apenas enquanto o brinquedo está escondido, é um segredo só dele e depois, quando descoberto, diz que não foi ele, foi o vizinho?
Quanto ao outro aspecto, última abordagem deste assunto por agora, creiam-nos seguros de que foram feitas as chamadas mais caras deste início de século, quer em valor quer em favor, sendo consequentes as faltas de ética tanto dos responsáveis governativos, quanto do quadro de admnistradores que transitou para o Banco Millennium BCP. Primeiro ponto: Estas coisas não nascem por geração espontânea, são concertadas! Houve muita chamada telefónica a organizar, a recomendar, a apontar soluções, a autorizar e, no fim, a comprar votos com favores, como é habitual nestas coisas que todos sabem, mas assim mesmo escondem. Senão, vejamos as próximas movimentações no mercado onde esses mesmos accionistas estejam envolvidos, apanhando o comboio das benesses e algumas perguntas surgem naturalmente...o aeroporto OTA(Obra Transferida para Alcochete) está já aí para ser construído em Alcochete, não está? Que obras públicas serão encaminhadas para uns e outros? Quem vai financiar tudo isto? E não é preciso estar a comandar as diligências em pessoa, quando há oficiais das mesmas encarregues! Chamadas caras para o contribuinte, por sinal. O Ministério Público não vê aqui motivo para uma intervenção a sério, do tipo Garçon ou como a Magistratura tomou as rédeas da luta contra a Máfia e a corrupção, em Itália? É difícil ver que há aqui claramente a mentira generalizada, a falta de ética, uma violação de direito pela ingerência do público no privado, quando precisamente sacodem a água do capote? É difícil ver que é por isto que o estado devora os nossos impostos e nunca saíremos da cepa torta? É difícil ver aqui o enrolo turvelíneo em que estamos metidos com estes senhores e no sistema actual de compadrios? Antes de andar entretido com assuntos de lana caprina é melhor abrir os olhos e ter a coragem de intervir nestas situações! Por fim, ética profissional e empresarial: era o mínimo que se exigia aos senhores administradores da Caixa Geral de Depósitos para sequer pensarem nesta solução de cozinha tradicional financeira à portuguesa. O mais triste nestas situações, é que nem se dão conta de serem uns peões de brega e fantoches na voragem do poder. A tomar de assalto a direcção executiva do maior banco estatal Caixa Geral de Depósitos para o maior banco privado português Millennium BCP, ficou claramente demonstrada a intervenção do estado português no sistema de mercado financeiro, incomparável ao condicionalismo industrial de Salazar com o Continente e as colónias ultramarinas de então.
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chamadas caras - MillenniumBCP - estudo de caso I
Sob o ponto de vista preliminar, refiro ainda aqui a hombridade do quixotesco Dr. Miguel Cadilhe, salva a intenção de fazer valer as teses dos pequenos accionistas, teve um papel idêntico ao da mosca na sopa: perante um tal cozinhado apurado e com cheiro no ar do melhor azeite produzido pelos accionistas de referência - qual atitude de azeiteiros dos sócios maioritários no processo mais recambolesco da vida financeira portuguesa-, acabou ele por se afogar na própria sopa...cozido!
Sendo apenas curiosos nestas questões económicas e financeiras, observadores atentos do que se passa neste Portugal encantado, andam-nos a comer as papas na cabeça e este povinho vai cantando e rindo, alegre e contente.Porque é que o estudo de caso se chama "cahamadas caras"? Deve-se tão somente ao facto de todos se conhecerem neste país de encanto e todos se conhecerem entre os anões e estes à Branca de Neve: a um toque de chamada telefónica, tudo se prefilou para acudir ao ataque da bruxa má!Comecemos pelo fim...Joe Berardo - tido como o maior especulador bolsista, tem o perfil do verdadeiro incendiário e do toca e foge no sistema bolsista, chegando, ateando e valorizando/desvalorizando, para depois efectuar mais valias e consolidar posições entre a massa accionista. Quem lhe deu informação piveligiada para ouvir em primeira mão o longínquo toque de alarme, desconfia-se de quem foi mas sussurra-se à boca pequena; o que pretende verdadeiramente, raramente se percebe claramente, salvo quando foi afastado da possibilidade de vir a ocupar uma posição na assembleia de controlo do banco. No fim de contas, a sabor agri-doce da vitória deve ter sabido mesmo a fel!Engenheiro Jardim Gonçalves - Caíu e saiu sem honra nem glória, conspurcado pelas atitudes de proteccionismo e/ou nepotismo, falta de explicação sobre determinados factos apontados ao banco como menos éticos e após a sua fragilização com o seu sucessor. Poucos gostarão de perder; num banco e no sistema bancário, deverão gostar ainda menos de perder sequer a feijões...quem terá afinal perdido com isto tudo, terá sido o banco como instituição liderada pela sua figura. Diziam os antigos mestres destas coisas empresariais e económicas, quiçá até mestres de uma sabedoria de vida, que os líderes deveriam ser afastados depois de edificarem algo, pois ao fim de alguns anos, consolidada a posição, começam a destruir o que construíram.A guerra interna terá começado(?) com as elevadas perdas de algumas operações nos mercados internacionais com Paulo Teixeira Pinto à cabeça, a qual terá sido pedida pelo Duce.Porém, a grande lição é que quando as situações não são bem resolvidas e ficam mágoas e redondilhos por resolver, algo vai estalar nas mãos, bem entre os dedos e foi o que se viu: a vingança serve-se fria, não é assim?
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11.7.07
Eleições - Lisboa
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