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8.2.08

Falta de Respeito

O mínimo contrasenso de quem presta um serviço público e de quem está à frente de entidades que deveriam primar por um relacionamento exímio, diferenciador e qualitativamente impactante, quer para com os cidadãos quer para com investidores.

O caso é assinalável e bate todos os recordes da falta de respeito pelas pessoas, designadamente por parte de responsáveis e colaboradores da autarquia.

Senão vejamos: desde que estamos a trabalhar no Algarve, apresentámo-nos a reuniões marcadas para determinada hora pelos serviços da autarquia, junta de freguesia ou câmara municipal e aconteceram já várias situações: atrasos de 2 horas porque o Presidente estava a reunir com a secretária, falta a reunião, ausência de preparação da reunião e/ou leitura dos documentos entregues, ausência do gabinete para reunir com o presidente, auseência de uma satisfação, e por fim, ausência de pedidos de desculpas (é mato!).

E se metessem os PIN's(Projectos de Interesse Nacional) no saco (para não sermos mais mal criados...) e dessem uns cházinhos de educação a estas pessoas? Sim, isso mesmo, fizessem um curso de formação profissional sobre etiqueta autárquica para recepção e atendimento das pessoas?

Acham que acaso alguém apresentará projectos inovadores com este interesse todo dos senhores autarcas e dos seus colaboradores? Pois é, chamando os bois pelos nomes, estão de parabéns neste aspecto as Câmaras de Loulé e Portimão, juntando-se a Junta de Freguesia de Alvôr: podem continuar assim, que vão longe com esta falta de respeito pelas pessoas...que os investidores nem querem saber de vós!

7.1.08

Figuras do Ano 2007

Num país com um sorriso côr de rosa, em que a hegemonia do poder socialista nunca alcançou como nos tempos actuais tal domínio de poder entre o poder central e as entidades públicas de supervisão deste poder, como o Tribunal de Contas e a entidade supervisora do poder financeiro, o Banco de Portugal, para além de contar com o excelente beneplácito do 4º poder dos media, soou dissonante a sua voz e por isso são aqui destacados.

Destacamos a figura do autarca de Vila Real de Sto. António e do autarca de Loulé, respectivamente Luís Filipe Gomes e Seruca Emídio, ambos do PPD/PSD.

Realçamos a nossa posição de independência, tanto mais que muitos outros autarcas do mesmo e de outros partidos da oposição não tiveram a sua coragem.

O primeiro, pela sua posição relativamente aos cuidados de saúde para com a população de V.R.S.Aonio, no Algarve, tomando pela mão para Cuba, na condução de muitas pessoas com necessidades de cuidados ao nível da visão e em lista de espera há muitos anos.

O segundo, pela sua capacidade de visão e em tomar a dianteira naquilo que deveria estar a acontecer ao país, mas apenas este teve a dita de se libertar das correntes e baixar o imposto para as empresas em demanda do seu Concelho, incentivando estas a mobilizarem a sua sede para ali e a gerarem mais valias de negócio.

Querem melhor exemplo para a regionalização, de incentivos e de melhoria económica? A sua projecção na comunicação social foi ténue, mas as populações e empresários agradecem.

Querem criticar? Façam melhor!

11.7.07

Eleições - Lisboa

A perda de tempo de debates eleitorais inócuos foi surprendida por uma tertúlia de pensadores no Clube de Imprensa e ficaram algumas ideias positivas, em contraponto dos bê-à-bás eloquentes e vazios dos prelectores políticos.

As ideias de habitat, soluções de mobilidade, vida com valor acrescentado e mais valia para a vida dos habitantes de Lisboa e da Região Metropolitana de Lisboa surpreenderam pela positiva.

Mais uma nota dominante, foi o debate decorrido sem interesses eleitoralistas, com elevação e
a apontar horizontes de resolução para a cidade com mais interesse que a maioria dos candidatos a gladiadores.

E não se pense que os interlocutores eram mais etiquetados daqui ou dali, mais à esquerda ou à direita, em efeitos simplistas desculpabilizantes do "dolce fare niente" curriqueiro...António Mega Ferreira, Augusto Mateus, Graça Dias e Sérgio Tréfaut expressaram horizontes de memórias futuras para quem quer as linhas de consistência de urbanidade e civilização, nesta era dos descobrimentos do Leste da Europa e da globalidade aqui tão perto.

Para lá dos apupos e dos insultos surdos aos eleitores, que nos habituam ao desencanto do campeonato de freguesias, vale a pena reunir um conselho de estrategas para a cidade e pensar num plano de desenvolvimento a 50 ou 100 anos, pensando de frente para trás e nos saltos que é preciso dar

"Grande demais para o país e pequena demais para a Europa e para o mundo", foi a assinatura de um programa eleitoral para Lisboa com letra grande, em que a cidade se viu dignificada.

Se nos deixarmos de patranhas e milongas, deixaremos de rir ao ouvir frase, que nada adiantará dentro de poucos dias: "Se houvesse mais Zés, Lisboa era a 8ª maravilha do mundo".

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