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11.6.08

Portimão desmarca

Com um excelente tiro nos pés e de cortar as pernas ao mais pequeno que o acompanhasse na ocasião, o Sr. Manuel da Luz desmarcou Portimão de uma assinatura que vinha dando os seus frutos(?).

Eis senão quando, numa entrevista dada ao Jornal de Portimão, se afasta da política que vinha sendo seguida de incremento e incentivo aos eventos estruturantes, plataforma escolhida para o marketing da cidade de Portimão, defende com pompa e circunstância que "os grupos empresariais instalados em Portimão têm de começar a puxar da carteira para ajudar a pagar os grandes eventos", sic!

A questão assume mais relevo quando se imiscui a política com certos sectores do meio empresarial e mais ainda, quando nos perguntamos porque há-de ser apenas a empresa municipal Expo Arade a ser a beneficiária de todo esse jogo de interesses.

Aqui começam a surgir as questões difíceis de responder, das quais apenas relevo duas ou três:

1. Os empresários instalados em Portimão também vão ser sócios da ExpoArade?

2. Os empresários instalados em Portimão também vão ser ouvidos quanto à estratégia da ExpoArade e da Câmara Municipal?

3. Os empresários e grupos empresariais instalados em Portimão também vão participar nos lucros da ExpoArade?

4. Qual o investimento público envolvido, em que eventos e qual o retorno?

5. Afinal, qual a estratégia e marketing público que se pretende para a cidade e concelho?

6. Estruturalmente, quais os reais benefícios dessa política de investimento público para a evolução estrutural
e integrada, o desenvolvimento da população que aqui vive?

Quando as dificuldades estão à vista a nível nacional e local, quando os senhores políticos locais são insensíveis aos problemas das populações, grassando a fome e a miséria, a insanidade publica e os problemas de trânsito e dos acessos, ver os aviões a passar no ar só serve mesmo para os parolos assobiarem, não?

8.2.08

Falta de Respeito

O mínimo contrasenso de quem presta um serviço público e de quem está à frente de entidades que deveriam primar por um relacionamento exímio, diferenciador e qualitativamente impactante, quer para com os cidadãos quer para com investidores.

O caso é assinalável e bate todos os recordes da falta de respeito pelas pessoas, designadamente por parte de responsáveis e colaboradores da autarquia.

Senão vejamos: desde que estamos a trabalhar no Algarve, apresentámo-nos a reuniões marcadas para determinada hora pelos serviços da autarquia, junta de freguesia ou câmara municipal e aconteceram já várias situações: atrasos de 2 horas porque o Presidente estava a reunir com a secretária, falta a reunião, ausência de preparação da reunião e/ou leitura dos documentos entregues, ausência do gabinete para reunir com o presidente, auseência de uma satisfação, e por fim, ausência de pedidos de desculpas (é mato!).

E se metessem os PIN's(Projectos de Interesse Nacional) no saco (para não sermos mais mal criados...) e dessem uns cházinhos de educação a estas pessoas? Sim, isso mesmo, fizessem um curso de formação profissional sobre etiqueta autárquica para recepção e atendimento das pessoas?

Acham que acaso alguém apresentará projectos inovadores com este interesse todo dos senhores autarcas e dos seus colaboradores? Pois é, chamando os bois pelos nomes, estão de parabéns neste aspecto as Câmaras de Loulé e Portimão, juntando-se a Junta de Freguesia de Alvôr: podem continuar assim, que vão longe com esta falta de respeito pelas pessoas...que os investidores nem querem saber de vós!

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