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25.11.08

Bancos saldados consolidados

No fragor das árduas argumentações e quedas sucessivas em justificativas incongruentes sobre a economia, desde as acções onde o estado português não sabe quanto perdeu sobre os fundos de pensões e dinheiro das reformas em que estão aplicados baixaram catastróficamente, o estado que não sabe quanto deve, nem a farmacêuticas nem aos fornecedores não queixosos, parecendo que as mesmas são inexistentes, o despudor de todo o engarrafamento dos boys para os jobs e de toda a cáfila partidária no tomar posição para os empregos bancários parece uma fila de trânsito em Nova Dehli.

Já não bastava o aparatnik partidário ter tomado de assalto o Millenniumbcp, depois reforçado com o açambarcamento do BPN, uma pechincha de cerca 1000 milhões de euros que ninguém quis pegar, excepto a banca de todos os portugueses com o estatuto da Caixa Geral de Dépósitos, eis que mais um buraco se abre no pichelim da economia portuguesa, intocável no que toca a crises e incólome às quedas abissais em seu redor: o BPP, banco português priveligiado, está em franca exposição a pedir que nem olhem para ele, encolhido com tanta vergonha.

É um caso para o Sr. Governador do Banco de Portugal encaminhar o caso para a autoridade da concorrência e pesos, a fim de colher aquela isenta opinião sobre uma tal concentração de capital numa só entidade: BancodePortugalCGDMillenniumBCPBPNBPP.


8.10.08

visão serrana crise financeira

A visão deste interior do país acerca da actual crise financeira.

Think global, act local.

Assim diziam os propagadores da visão global de uma estratégia gananciosa de poder e domínio económico e financeiro.

A visão da crise financeira do subprime pode ser explicada de uma forma bem mais simples:

O Ti Joaquim tem uma tasca, na Vila Carrapato, e decide que vai vender copos “fiados”aos seus leais fregueses, todos bêbados, quase todos desempregados. Porque decide vender a crédito, ele pode aumentar um pouquinho o preço da dose do tintol e da branquinha (a diferença é o sobre preço que os pinguços pagam pelo crédito).
O gerente do banco do Ti Joaquim, um ousado administrador formado em curso muito reconhecido, decide que o livrinho das dívidas da tasca constitui, afinal, um activo recebível, e começa a adiantar dinheiro ao estabelecimento, tendo o “fiado” dos pinguços como garantia.
Uns seis zécutivos de bancos, mais adiante, lastreiam os tais recebíveis do banco, e os transformam em CDB, CDO , CC D, UTI, OVNI, SOS ou qualquer outro acrónimo financeiro que ninguém sabe exatamente o que quer dizer.

Esses adicionais instrumentos financeiros, alavancam o mercado de capitais e conduzem a operações estruturadas de derivativos, na BM&F, cujo lastro inicial todo mundo desconhece (os tais livrinhos das dívidas do Ti Joaquim).

Esses derivativos estão sendo negociados como se fossem títulos sérios, com fortes garantias reais, nos mercados de 73 países.

Até que alguém descobre que os bêbados da Vila Carrapato não têm dinheiro para pagar as contas, e a tasca do Ti Joaquim vai à falência.

E toda a cadeia se quebrou.

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