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12.9.08

Sasha-Município-triângulo dourado


O jornal do barlavento dava eco a meio do verão do alarido provocado pela oposição política do actual executivo do Município sobre os apoios às iniciativas da Expo Arade e do Sasha.

Em causa estavam os contornos do apoio financeiro e respectivo negócio para o empresário, bem como do retorno para a Expo Arade ou para a Câmara, ou vice versa ou só para uma delas, já que as realidades se confundem quando os ventos são de feição.

Porém e para o cidadão comum é aquilo que interessa sobre o destino a dar e dado aos dinheiros dos contribuintes, é saber de facto qual o esquema deste triângulo dourado envolvendo as partes envolvidas, ora institucionais, ora particulares, diga-se individuais.

É que muito ainda está por contar neste recambolesco processo, segundo corre agora por aí à boca pequena, quando os fundos dão uma volta ao triângulo mas não corresponde o retorno para as entidades institucionais com o revelado, só talvez somado ao que individualmente se recolhe e isso só uma verdadeira investigação policial do colarinho branco poderá descobrir nestes meandros político privados.

Quem não deve não teme e levantando o sigilo bancário das pessoas com responsabilidades, bem como do levantamento valorativo do seu património, se dará a verdadeira face da transparência política e de cidadania.

Já chega de fazer de conta, de fintar as pessoas e rir na cara dos cidadãos portimonenses; deixarão de ser um joguete para os ineteresses partidários e do sistema de favorecimento dos partidos.

11.6.08

Portimão desmarca

Com um excelente tiro nos pés e de cortar as pernas ao mais pequeno que o acompanhasse na ocasião, o Sr. Manuel da Luz desmarcou Portimão de uma assinatura que vinha dando os seus frutos(?).

Eis senão quando, numa entrevista dada ao Jornal de Portimão, se afasta da política que vinha sendo seguida de incremento e incentivo aos eventos estruturantes, plataforma escolhida para o marketing da cidade de Portimão, defende com pompa e circunstância que "os grupos empresariais instalados em Portimão têm de começar a puxar da carteira para ajudar a pagar os grandes eventos", sic!

A questão assume mais relevo quando se imiscui a política com certos sectores do meio empresarial e mais ainda, quando nos perguntamos porque há-de ser apenas a empresa municipal Expo Arade a ser a beneficiária de todo esse jogo de interesses.

Aqui começam a surgir as questões difíceis de responder, das quais apenas relevo duas ou três:

1. Os empresários instalados em Portimão também vão ser sócios da ExpoArade?

2. Os empresários instalados em Portimão também vão ser ouvidos quanto à estratégia da ExpoArade e da Câmara Municipal?

3. Os empresários e grupos empresariais instalados em Portimão também vão participar nos lucros da ExpoArade?

4. Qual o investimento público envolvido, em que eventos e qual o retorno?

5. Afinal, qual a estratégia e marketing público que se pretende para a cidade e concelho?

6. Estruturalmente, quais os reais benefícios dessa política de investimento público para a evolução estrutural
e integrada, o desenvolvimento da população que aqui vive?

Quando as dificuldades estão à vista a nível nacional e local, quando os senhores políticos locais são insensíveis aos problemas das populações, grassando a fome e a miséria, a insanidade publica e os problemas de trânsito e dos acessos, ver os aviões a passar no ar só serve mesmo para os parolos assobiarem, não?

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