Mostrar mensagens com a etiqueta Corrupção. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Corrupção. Mostrar todas as mensagens

12.9.08

Sasha-Município-triângulo dourado


O jornal do barlavento dava eco a meio do verão do alarido provocado pela oposição política do actual executivo do Município sobre os apoios às iniciativas da Expo Arade e do Sasha.

Em causa estavam os contornos do apoio financeiro e respectivo negócio para o empresário, bem como do retorno para a Expo Arade ou para a Câmara, ou vice versa ou só para uma delas, já que as realidades se confundem quando os ventos são de feição.

Porém e para o cidadão comum é aquilo que interessa sobre o destino a dar e dado aos dinheiros dos contribuintes, é saber de facto qual o esquema deste triângulo dourado envolvendo as partes envolvidas, ora institucionais, ora particulares, diga-se individuais.

É que muito ainda está por contar neste recambolesco processo, segundo corre agora por aí à boca pequena, quando os fundos dão uma volta ao triângulo mas não corresponde o retorno para as entidades institucionais com o revelado, só talvez somado ao que individualmente se recolhe e isso só uma verdadeira investigação policial do colarinho branco poderá descobrir nestes meandros político privados.

Quem não deve não teme e levantando o sigilo bancário das pessoas com responsabilidades, bem como do levantamento valorativo do seu património, se dará a verdadeira face da transparência política e de cidadania.

Já chega de fazer de conta, de fintar as pessoas e rir na cara dos cidadãos portimonenses; deixarão de ser um joguete para os ineteresses partidários e do sistema de favorecimento dos partidos.

7.2.07

Poder da luva - indicador

Poder da luva - indicador

Ditados populares há aos montes e cada um mais indicado para estas ocasiões, escusado será dizer que o "tuga" nestas coisas é mestre e senhor!

Sabemos que não se aponta que é feio, pois podem crescer verrugas nas pontas dos dedos...mas convém lembrar que "Um dedo aponta e 3 viram-se para o apontador", "cedo apontarás e mais tarde amargarás", entre tantos outros, numa espécie de prestidigitação da portuguesa mafiositá.

O encolher de ombros e o circo montado em torno do mais recente escândalo da Carolina Salgado, como que a dizer, "isto não vai dar em nada", faz pressupor que todos sabíamos mas de nada servirá fazer-se de santinha, agora que se lhe quebrou o "filão de ouro", ou melhor, o "Dragão de Ouro". E valha a justiça, apesar de alguns adeptos do clube se manifestarem indignados com certos fenómenos duma certa "institucionalidade" e provocação em torno da figura do seu presidente, a verdade é que as coisas foram andando, en passant, como se nada fosse com ninguém neste país do poder da luva.

E uma das verdades do poder da luva é esta: de alcova, deve saber muitas mais estórias de folhetim de cordel que não conta; porém, esquece-se a Carolina Salgado que em tempos foi conivente com o status quo enquanto lhe foi conveniente apontar o dedo a outros. Mas um velho ditado latino dizia e muito bem, "conseguimos ver a marreca dos outros e não vemos a nossa", outros contavam que "vemos o argueiro no olho do semelhante e não vemos a trave à nossa frente", para não cansar mais com ditados, um final, "vemos o saco das falhas e erros dos vizinhos às costas dos outros e nunca vemos o nosso".

No meio de segredos e segredinhos que vamos vivendo a propósito desta hipocrisia do segredo de justiça, cujo principal prevaricador é o próprio "agente" da mesma, seja ele qual fôr (nunca se quis saber quem era nem há notícias de punição severa sobre algum prevaricador, o "indicador" do poder da luva vai vivendo pimposa e airosamente neste portugal dos pequeninos, ali homenageado em Coimbra com casinhas à nossa medida e tudo a preceito...

Quantas estórias mais precisam de vir a lume, paixões e paixonetas, ciúmes e desmandos para nos convencermos que a justiça é lenta, cega, "visgolha" e mirone e só não vê quem não quer o que deve ser visto sobre o poder da luva e o indicador?

Como dizia um colega meu, "antes que outros falem, faço um arraial de barulho que ensurdeço todos e a coisa parece menos danosa" e outra máxima da mesma autoria, "falem mal mas falem de mim".

Moral da história: enquanto andamos todos entretidos sobre quem anda na festa, quem deita os foguetes, paga aos gaiteiros e no meio do barulho das luzes, os destemidos agentes do poder da luva vão mostrando o indicador, ora para aqui e ora para ali, para distrair a arraia miúda.

No reino do poder da luva, "Com papas e bolos, se enganam os tolos" e não há indicador que lhe assista!

Tags:, , , , , , , , , , , , , , , , , ,

26.1.07

Poder da luva

O "poder da luva" - a máfia nos valha!

Discute-se em Portugal o combate à corrupção, o 'poder da luva', esse agente secreto da economia paralela que determina cerca de 5 a 10% do acréscimo de custos nos preços do mercado, designadamente na função pública e nos institutos públicos, para não falar nas empresas da iniciativa privada, onde dirigentes sem escrúpulos, recebem parte da sua riqueza pessoal em comissão.

O agente secreto corrupto, o capo do "poder da luva", é também conhecido por "mãozinhas"(para aqueles envergonhados), "luvinhas"(para os mais cultos), "mão de veludo"(para os monárquicos), "delicadinho"(para os mais sensíveis), "aleijadinho"(para os mais solidários), e aquela de que mais gosto: "agarra bilhas"(esta é mesmo uma chamada de atenção dali da serra, bruta, serrana, mafiosa, não é?).

Mas o poder judicial e político chama-lhe "colarinho branco" e dá por se assobiar ao vento quando lhe chamam criminoso.

E essa coisa das facturas falsas é mesmo coisa de principiantes, não é? Deixar documentos à vista dos outros, só mesmo de parolos!

Os valores do 'poder da luva' fazem parte dos números negros, não revelados pelas entidades públicas, que enchem a boca com números e índices económicos, incrementando a sub-valorizada economia paralela pelo poder público.

Será difícil provar concretamente sob que formas se desvela "o poder da luva" e não há super-magistrados, fiscais económicos ou das finanças que provem seja o que fôr, apenas porque a maior parte destas coisas só se descobre "quando se zangam as comadres" e o "dinheiro não fala!", como se diz na gíria maffiosi.

Os velhos ditados portugueses proclamados pela minha avó e a levavam a justificar "gorjetas" e lembranças para as coisas andarem "mais depressa", é bem exemplo do enraizamento da corrupção na cultura latina, nomeadamente a portuguesa: "uma mão lava a outra, as duas lavam o rosto", "não saiba a tua mão esquerda o que faz a mão direita". Ora viram? Se uma mão não sabe o que faz a outra, como pode dizer que tem uma luva calçada? O "poder da luva" é extremamente inteligente, o primeiro do seu curso de reciclagem no Poço do Borratém...

Isto, há bem pouco tempo foi repetido pela minha mãe e mantenho aqui a tradição do "poder da luva", de o repetir, vezes sem conta, porque isto não se dá cabo de um momento para o outro, está no nosso sangue.

Porquê? Não vale a pena perder tempo com isso, temos que fazer coisa mais positivas que andar a gastar tempo atrás dos agentes secretos do "poder da luva"...Como assim? É fácil: como diz o povo, roubar todos roubam, mas este fez muita coisa cá pela terra!" ou "roubar todos roubam, mas este fez levantar a moral do clube e subir de divisão!".

Enfim, entre tantos outros ditos desditos, as lapas conhecem-se bem na elevada qualidade do conteúdo do saque; desgastante é mesmo andar atrás do fio e da meada!

"Faz parte do nosso sangue e prontos, nada mais há a fazer!", assinado: Octupus, o agente secreto do "poder da luva".

Querem saber como estas coisas se fazem? Aguardem novos capítulos do "poder da luva".

Tags:, , , , , , , , , , , , , , , , , ,

Social BookmarkAdd to Google Reader or Homepage