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12.9.08

Sasha-Município-triângulo dourado


O jornal do barlavento dava eco a meio do verão do alarido provocado pela oposição política do actual executivo do Município sobre os apoios às iniciativas da Expo Arade e do Sasha.

Em causa estavam os contornos do apoio financeiro e respectivo negócio para o empresário, bem como do retorno para a Expo Arade ou para a Câmara, ou vice versa ou só para uma delas, já que as realidades se confundem quando os ventos são de feição.

Porém e para o cidadão comum é aquilo que interessa sobre o destino a dar e dado aos dinheiros dos contribuintes, é saber de facto qual o esquema deste triângulo dourado envolvendo as partes envolvidas, ora institucionais, ora particulares, diga-se individuais.

É que muito ainda está por contar neste recambolesco processo, segundo corre agora por aí à boca pequena, quando os fundos dão uma volta ao triângulo mas não corresponde o retorno para as entidades institucionais com o revelado, só talvez somado ao que individualmente se recolhe e isso só uma verdadeira investigação policial do colarinho branco poderá descobrir nestes meandros político privados.

Quem não deve não teme e levantando o sigilo bancário das pessoas com responsabilidades, bem como do levantamento valorativo do seu património, se dará a verdadeira face da transparência política e de cidadania.

Já chega de fazer de conta, de fintar as pessoas e rir na cara dos cidadãos portimonenses; deixarão de ser um joguete para os ineteresses partidários e do sistema de favorecimento dos partidos.

8.9.08

Portimão Look fashion


O evento Portimão Look Fashion primou pelo atraso, como vai sendo hábito entre os espectáculos portugueses e a falta de respeito pelos espectadores é clamorosa mas como a maioria não pagou, aguente-se!

Valeu que o público fica melhor instalado na bancada que os convidados mais ou menos importantes.

Para abrir, o espectáculo não podia ser melhor de incompreensão, agora que a moda dos guindastes pegou, depois da vinda dos La Fura dels Baus, uma bailarina aprendeu que a suspensão com um vestido em balão não dá muito jeito e que para os espectadores, saber tudo o que se vai passar, retira qualquer elã ao espectáculo. Pelos vistos, só os organizadores não aprendem.

Depois, a pinpineira maior foi perceber que o atraso se devia à apresentadora estava a sair de um ferrari e que, por isso, o espectáculo dos fotógrafos e câmeras em volta era fantasmagórico, para não falar da sua vozinha doce de pirlimpimpim, a tentar sacar uns acordes de sims do povo.

No mais, seguiu a habitual apresentação de fatos, sais, casacos, roupões, gabardines, chapéus de chuva e chapéus de sol apresentado pelo comércio local e pela ACRAL.

No próximo, a não perder, o que mais se seguirá?
 


2.9.08

terminator

As recentes afirmações do Sr. Sócrates vieram colocar a nú todo o potencial de bandalheira e terror em que estamos imersos em Portugal.

Mais do que falar, importa agir e foi o que fizemos, afirmou o Sr. Sócrates, após a reunião do meeting europeu de chefes de governo da União Europeia para tratar da Rússia e a Geórgia.

Mas lá como cá, percebe-se que a acção tem rédea curta e que o Ministro da Administração Interna continua no poder na cátedra da sua nulidade após a vaga de banditismo que assola o país, os bandidos já perceberam que não há polícias para tanta bandidagem, as forças de segurança mostraram que ainda saíam à rua de vez em quando,
sem prémio de seguro de vida e de preferência de dia para apanhar os incautos cidadãos, os cidadãos portugueses e estrangeiros temem pela sua segurança e pela sua vida quando não apanham uma bala na cabeça, as caixas de multibanco continuam a voar dos seus locais sem apelo nem agravo, as armas estão em mãos erradas e os bandidos tem-nas melhores que as das polícias e, mais grave, percebe-se que o lamaçal de corrupção, banditismo e morte fácil está na ordem do dia e na rua.

Isto é Portugal em 2008 e não há qualquer Robocop, terminator, governator, batman, homem aranha ou herói de banda desenhada na forja para fazer parar esta onda que atemoriza os portugueses.

Por este andar, voltamos a ver as milícias, os linchamentos populares e os vingadores a dar o seu contributo territorial para aumentar o sentimento de segurança das populações.

Qual foi o filme que não viu, Sr. Sócrates?

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