2.11.08

semáforos avariados


Foi lindo de morrer de tédio para passar uma boa parte do dia de Domingo, dia 2 de Novembro, na inauguração do Autódromo de Portimão.

Gastos 200 milhões de euros naquela infraestrutura e carece ainda de uma aprendizagem de gestores de tráfego em condições de um evento e de um empreendimento desta natureza.

Duas horas e meia gastas para aceder ao Autódromo de Portimão mostra bem o que é a grandeza do Portugal dos Pequeninos. Estamos a falar do principal acesso, com duas faixas de rodagem num sentido e de uma em sentido contrário, razão pela qual circulavam ali motas e veículos oficiais.

Na gestão de um evento desta natureza, carece de senso qualquer aproximação à realidade de um acidente de vulto ou da gestão de risco de uma reacção em cadeia por onde não há escapatórias possíveis.

Como cidadão de Portimão, gostaria de saber qual o montante gasto nesta obra pela parte da autarquia de Portimão e de Lagos, bem como os apoios do Instituto de Turismo de Portugal - Governo Português e qual o seu envolvimento com a empresa Parkalgar, bem como perceber num pensar minimamente inteligente, porque é que dos 200 milhões investidos ficaram por melhorar os acessos secundários para Lagos e por Alcalar.

Inaugurações à pressa, em tempos de crise financeira(será?) e para inglês ver é do que melhor sabemos fazer, sobretudo na qualidade de condições que oferecemos ao pagante.

Memorável e a não perder para a fórmula 1: de arrasar!

8.10.08

visão serrana crise financeira

A visão deste interior do país acerca da actual crise financeira.

Think global, act local.

Assim diziam os propagadores da visão global de uma estratégia gananciosa de poder e domínio económico e financeiro.

A visão da crise financeira do subprime pode ser explicada de uma forma bem mais simples:

O Ti Joaquim tem uma tasca, na Vila Carrapato, e decide que vai vender copos “fiados”aos seus leais fregueses, todos bêbados, quase todos desempregados. Porque decide vender a crédito, ele pode aumentar um pouquinho o preço da dose do tintol e da branquinha (a diferença é o sobre preço que os pinguços pagam pelo crédito).
O gerente do banco do Ti Joaquim, um ousado administrador formado em curso muito reconhecido, decide que o livrinho das dívidas da tasca constitui, afinal, um activo recebível, e começa a adiantar dinheiro ao estabelecimento, tendo o “fiado” dos pinguços como garantia.
Uns seis zécutivos de bancos, mais adiante, lastreiam os tais recebíveis do banco, e os transformam em CDB, CDO , CC D, UTI, OVNI, SOS ou qualquer outro acrónimo financeiro que ninguém sabe exatamente o que quer dizer.

Esses adicionais instrumentos financeiros, alavancam o mercado de capitais e conduzem a operações estruturadas de derivativos, na BM&F, cujo lastro inicial todo mundo desconhece (os tais livrinhos das dívidas do Ti Joaquim).

Esses derivativos estão sendo negociados como se fossem títulos sérios, com fortes garantias reais, nos mercados de 73 países.

Até que alguém descobre que os bêbados da Vila Carrapato não têm dinheiro para pagar as contas, e a tasca do Ti Joaquim vai à falência.

E toda a cadeia se quebrou.

16.9.08

Portuguese Paralympics


Congratulations to all Portuguese Paralympics and your participation will be remembered after Beijing 2008.


You don't have promised nothing but endeavoured to make a presence far beyond your chances and you were ATHLETES with sportsmanship and the results speak for themselves, modest, but results with humility, with effort, dedication and generosity.

Who would like to help many of these athletes, please support the portuguese initiative tampinhas, exchanging plastic bottle caps for wheelchair.

12.9.08

Sasha-Município-triângulo dourado


O jornal do barlavento dava eco a meio do verão do alarido provocado pela oposição política do actual executivo do Município sobre os apoios às iniciativas da Expo Arade e do Sasha.

Em causa estavam os contornos do apoio financeiro e respectivo negócio para o empresário, bem como do retorno para a Expo Arade ou para a Câmara, ou vice versa ou só para uma delas, já que as realidades se confundem quando os ventos são de feição.

Porém e para o cidadão comum é aquilo que interessa sobre o destino a dar e dado aos dinheiros dos contribuintes, é saber de facto qual o esquema deste triângulo dourado envolvendo as partes envolvidas, ora institucionais, ora particulares, diga-se individuais.

É que muito ainda está por contar neste recambolesco processo, segundo corre agora por aí à boca pequena, quando os fundos dão uma volta ao triângulo mas não corresponde o retorno para as entidades institucionais com o revelado, só talvez somado ao que individualmente se recolhe e isso só uma verdadeira investigação policial do colarinho branco poderá descobrir nestes meandros político privados.

Quem não deve não teme e levantando o sigilo bancário das pessoas com responsabilidades, bem como do levantamento valorativo do seu património, se dará a verdadeira face da transparência política e de cidadania.

Já chega de fazer de conta, de fintar as pessoas e rir na cara dos cidadãos portimonenses; deixarão de ser um joguete para os ineteresses partidários e do sistema de favorecimento dos partidos.

11.9.08

dakar series-Lisboa Portimão

dakar series-Lisboa Portimão

Aquilo que se temia, aconteceu: acabou o Dakar, nasceu o dakar series.

O evento do maior rally do mundo deu agora lugar à mixuruquice de um pequeno rally entre Lisboa e Portimão, com cheirinho a savana ali para os lados de Lagos (desculpem os lagoenses, mas o cheiro é do zoo de Lagos e o rally vai ali ter uma passagem para descansar os mais saudosos).

Fala-se por aí, que este pequeno evento representativo do dakar series  foi para apaziguar os sponsors, euromilhões ao que se sabe eram 5 ou 6 milhões de euros em 3 anos  e o município de Portimão, os mais prejudicados com o cancelamento da anterior edição original do evento, para a Lagos Premium Eventos evitar desenbolsar o valor dos patrocínios.

Amigos assim é que são bons e como isto é o Portugal dos pequeninos, continuamos a contentarnos com pouco, quer ao nível da organização principal do Lisboa Dakar, quer ao nível caseiro, mexido o tacho dos compadrios e dos favores políticos.

Continua a pagar impostos, ó parolo! Já és accionista do novo Dakar Series como contribuinte líquido.

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